O pernambucano Otto foi um dos destaques da edição soteropolitana do festival Conexão Vivo (WWW.conexaovivo.com.br), que aconteceu entre os dias 3 e 6 de junho, na praça Wilson Lins, no bairro de Pituba. O cantor desfilou, principalmente, canções do seu mais recente e elogiado CD “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos” (2009).
Músicas novas como “Filha” e “Seis minutos” eram cantadas com gosto e paixão por muita gente na plateia. Em frente ao palco, via-se alguns entoando-as com olhos fechados e cabeças balançando como se quisessem participar ou se conectar com as letras escritas de peito aberto pelo ex-integrante do mundo livre s/a. Também por ali, certo rapaz, de não mais que vinte e poucos anos, além de seguir o script das manifestações anteriormente descritas, acrescentava mais dramaticidade ao espetáculo se jogando contra a grade de proteção.
O show seguiu redondo. Os discursos meio loucos de Otto agora estão mais reduzidos. Com isso, o lado pitoresco e até divertido da personalidade do galego permanece, mas não compromete. A banda é formada por músicos craques na execução e nas viagens de timbres que emolduram suas letras e melodias. Entre eles, o super batera Pupilo, também da Nação Zumbi e o tecladista Bactéria, outro ex-mundo livre s/a. Também participaram da apresentação o rapper e gente fina BNegão e o discreto, porém criativo, trompetista Guizado.
Nos bastidores, antes do show, Otto concedia entrevistas, entrava e saia do camarim, conversava animadamente com os amigos e admiradores, curtia e brincava com sua belíssima filhinha, Bettina. Aliás, quando elogiada por sua beleza, a menina retrucava irritada: “Não sou linda, nãaaao!”.
Além de Otto, outros artistas como o percussionista paraibano radicado em Belo Horizonte Babilak Bah, os cariocas Do Amor e os baianos Mariene Castro e Lucas Santtana conseguiram arrancar pontos de aprovação tanto do público quanto de colegas jornalistas presentes ao evento.
Segundo dados da organização, cerca de 40 mil pessoas curtiram os quatro dias do Conexão Vivo Salvador. Com exceção de uma ou outra atração destoante da proposta de se levar ao grande público artistas fora da vexatória programação das nossas rádios, TVs e websites comerciais, o festival agradou e cumpriu seu papel.